Como o sistema de pagamento Pix pode influenciar a vida do caminhoneiro

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O cadastro de informações para o Pix, novo sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central (BC), começou no dia 5 de outubro. A tecnologia que está sendo preparada e entrará em operação a partir do dia 16 de novembro promete ser o “pagamento do futuro”: totalmente digital, possibilitando transações e transferências instantaneamente sete dias por semana, a qualquer hora, inclusive em feriados.

Até o momento, mais de 600 instituições como Itaú, Caixa, Bradesco, Santander e Fintechs estão capacitadas para que os seus clientes registrem as chamadas “chaves Pix”, forma de identificação dos usuários que será necessária para o uso do sistema. Esse é o primeiro passo a ser realizado.

A ideia é que, com essas chaves, as transações sejam facilitadas, substituindo a necessidade de saber o número do banco, da agência e da conta, por exemplo. Poderão ser usadas quatro formas de chaves: o número do CPF/CNPJ; um e-mail; um número de telefone celular ou uma chave formada por uma sequência aleatória; sem que se compartilhe dados pessoais.

Uma grande vantagem dessa novidade está no seu custo. Transferências entre pessoas físicas e pagamentos de pessoas físicas para empresas serão gratuitos (no caso de pessoas físicas para jurídicas, há informações de que o valor será de R$ 0,01 a cada dez transações). Para microempresários autônomos, compras e transferências serão gratuitas, mas vendas com fins comerciais poderão ser tarifadas. Já entre empresas, as instituições poderão cobrar por transações.

Qualquer pessoa, seja ela física ou jurídica, poderá usar o sistema de pagamento Pix, basta possuir uma conta transacional (poupança, corrente ou de pagamento pré-paga) em uma instituição financeira ou de pagamento e que esteja participando do sistema. Além da condição de que o recebedor aceite a forma de pagamento alternativa. Segundo o Banco Central, uma pessoa física poderá ter até cinco chaves em cada conta em que for titular. Pessoas jurídicas, até vinte.

Sistema de pagamento Pix para caminhoneiros

Contas, boletos, compras e impostos poderão ser pagos por meio dessa novidade, e categoria dos caminhoneiros será muito atingida. Isso porque o sistema de pagamento Pix surge como uma alternativa mais prática e dinâmica se comparado aos TED’s e DOC’s, que exigem dados completos do recebedor e são tarifados com taxas que podem chegar a R$ 20, além de não serem instantâneos.

Os citados TED e DOC não irão acabar, mas devem sofrer impactos, sobretudo a médio e longo prazo. Espera-se que haja uma redução gradual do uso desses meios de pagamentos. Segundo o Banco Central, o Pix deve estimular a competitividade entre bancos, além do uso de pagamentos digitais por parte da população e, com isso, a diminuição do número de pessoas que não usam ou não possuem contas bancárias que, hoje, são aproximadamente 45 milhões.

Um exemplo prático de como o Pix será: em caso de compras no comércio em um estabelecimento que aceite a tecnologia, será preciso apenas a leitura de um QR Code gerado pelo sistema, ou o fornecimento de uma das chaves, para realizar o pagamento. 

Durante o trabalho na estrada, e inclusive fora dele, o caminhoneiro poderá, a partir da metade de novembro, ter a nova tecnologia à sua disposição em compras, transações, paradas em estabelecimentos, entre outras situações.

Por ser 100% digital e instantâneo, o Pix está suscetível às fraudes: é preciso estar atento aos possíveis golpes. Dentre as precauções, pode-se destacar a importância de acessar o sistema somente pelo aplicativo da sua instituição e o perigo de fornecer seus dados pessoais aos desconhecidos. O Banco Central, apesar disso, ressalta que o método é seguro e que usa tecnologias avançadas para evitar ilegalidades.

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