Caminhoneiro começando uma frota? Veja como fazer a gestão

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Como estruturar uma pequena frota de caminhões?

O mercado de logística no Brasil é muito peculiar e exige adaptações às normas e aos diversos tipos de carga. Mesmo com o crescimento do modal aéreo, é o meio terrestre que leva mais da metade das mercadorias do país. Diante da grande demanda, é muito comum que motoristas de caminhão unam-se e formem pequenas associações, dando origem a uma mini transportadora.

Junto com o novo empreendimento, novas necessidades surgem, como a formalização das obrigações de cada um dos caminhoneiros envolvidos. Afinal, não basta apenas ter um caminhão, é necessário cuidar de outras etapas da formalização da pequena transportadora.

Primeiro, é importante entender quem é o cliente da operação. Muitas vezes, o motorista está apenas encarregado de levar uma carga entre um depósito e outro, não se envolvendo com as questões administrativas ou com o atendimento nos dois pontos (abastecimento e descarga). E é neste estágio que vai surgir a primeira grande mudança: o atendimento e a imagem da transportadora em formação começa já com o motorista de caminhão.

Ele precisa ter empatia, postura, conhecer bem das diversas tecnologias e, inclusive, estar apto a usar um sistema de abertura de chamado para notificar o escritório (base), o destinatário sobre os estágios do processo e também sobre qualquer ocorrência que aconteça nesse fluxo. Você vai perceber que, durante esta tarefa, alguns motoristas vão ter mais habilidade na negociação de preço e volume.

Segurança da frota e dos motoristas

Dentro da logística, o fator prazo é primordial para que as coisas aconteçam. Isso quer dizer que, ao criar uma pequena frota de caminhões para atender uma determinada demanda, você deve avaliar com cuidado o estado dos veículos e também dos motoristas envolvidos na operação. Este cuidado vai fazer com que você economize dinheiro e garanta que os prazos sejam cumpridos.

Por isso, elabore um calendário de vistoria dos caminhões e também um plano de check-up dos motoristas para que tudo esteja em pleno funcionamento. Além disso, avalie também a documentação dos caminhões e a validade das respectivas carteiras de habilitação, já que qualquer problema nesses itens pode bloquear o fluxo de uma entrega.

Gestão financeira para pequenas transportadoras

Aqui não importa se a frota é própria ou se é uma associação entre vários caminhoneiros. O cuidado com as finanças deve ser uma das missões da existência da transportadora. É muito comum que pequenos empresários, ao criar um novo negócio, confundam suas finanças com as da empresa e percam-se entre as despesas do dia a dia. Vale lembrar que agora não se trata apenas do salário de um motorista de caminhão. Uma mini frota requer cuidados especiais com as finanças.

O Sebrae conta com diversos cursos que ensinam sobre gestão financeira para pequenas transportadoras e que ajudam a entender o que é fluxo de caixa, despesas fixas e custos operacionais. Neste caso, é sempre recomendado que, além de você, mais uma pessoa da equipe passe por esse treinamento para que possam encontrar soluções práticas para como gerenciar a frota, já que o transporte de cargas conta com diversas variáveis e ocorrências que podem mudar toda a estrutura inicial de preços.

Feche parcerias

Ao estruturar uma pequena frota de caminhões, certamente você terá alguns custos fixos. Uma forma de conseguir diminuí-los e ter mais competitividade no preço final é fechar parcerias com serviços frequentes. Você pode conseguir uma parceria com oficinas regionais em locais por onde suas entregas acontecem com mais frequência, evitando recorrer aos guinchos ou reboques.

Converse com os motoristas de caminhão, encontre restaurantes e postos de combustível no roteiro e faça parcerias com eles, inclusive para pagamento mensal, o que vai te ajudar no fluxo de caixa. Faça o mesmo com hotéis e pousadas, já que, em algumas situações, os caminhoneiros deverão ficar no local por mais tempo para retornar com uma outra carga.

Otimize as rotas

Existem diversas entregas que são fracionadas, o que faz com que o custo final do frete não seja interessante para o motorista de caminhão que trabalha isolado. Contudo, a associação permite otimizar esse processo. Por exemplo, uma entrega fracionada que sairá de Belo Horizonte para São Paulo pode ter um adicional de uma empresa que esteja no meio do caminho e que também tenha a capital paulista como destino final. Ao colocar essa opção no mercado, você tem possibilidade de aumentar o valor gerado por aquela entrega.

Porém, é importante que todo esse processo esteja informatizado e, como já foi dito, os caminhoneiros precisam ser treinados para usar a tecnologia e atualizar sobre o andamento de cada entrega e possíveis ocorrências que possam interferir no trabalho.

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