Transportadoras: Impactos do coronavírus no setor de caminhões

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A pandemia do novo coronavírus afetou a rotina da população e também impactou fortemente a indústria. Setores indispensáveis, como o de transportes, precisaram se adaptar para manter o país funcionando e abastecido dos serviços básicos, apesar da quarentena e do isolamento social que a todos foi imposto. Neste sentido, os caminhoneiros exercem um papel essencial, do qual é digno de todo o reconhecimento. Mas, diante do cenário atual, como as transportadoras podem se adaptar, a fim de evitar prejuízos?

 Foto: Freepik.

Impactos do coronavírus nas transportadoras

Segundo a Confederação Nacional de Transporte (CNT), até junho de 2020, a crise da Covid-19 levou à perda de 61.429 empregos com carteira assinada no setor de transporte. O que mais chama a atenção nesses números, segundo o boletim Economia em Foco, divulgado no início deste mês, é este impacto negativo se estender por tanto tempo.

No dia 20 de março de 2020, o presidente Jair Bolsonaro definiu os serviços públicos e as atividades essenciais à população no Decreto nº 10.282. À época, o transporte de cargas foi incluído na lista. Em entrevista ao Estadão, Tayguara Helou, presidente do conselho superior e de administração do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), explicou sobre a necessidade das transportadoras se adaptarem, para reduzir os impactos e queda nas receitas. O ajuste é justificado pelo aumento na demanda de mantimentos e produtos de higiene, o que significa concorrência entre as empresas responsáveis por transportar este tipo de carga. De maneira geral, Helou mostrou-se otimista: “Há experiência de sobra e estrutura para lidar com esse tipo de questão”, afirmou.

Motoristas de caminhão

Para o caminhoneiro, a pandemia também trouxe desafios. O risco principal é o de contaminação pelo vírus, especialmente entre os motoristas que compartilham o mesmo caminhão. Assim, é fundamental que o condutor mantenha o veículo limpo e higienizado, principalmente o volante e a alavanca do câmbio – sem esquecer da importância de usar máscara, evitar o contato com outras pessoas e ter sempre álcool em gel ao alcance.

Além do risco do contágio, o motorista de caminhão também precisa lidar com a ansiedade relacionada ao seu emprego. A pressão pela busca por vagas ou melhores salários fica  ainda mais intensa neste período. Mas, como em qualquer crise, o profissional mais qualificado está à frente dos demais. Assim, vale investir em cursos de especialização ou, se não for possível, em leituras informativas sobre o segmento de transportes. Migrar para um outro tipo de carga também pode ser mais vantajoso financeiramente, mas em geral este trabalho tem exigências específicas. Em momentos de crise – como o atual – é sábio encontrar as melhores oportunidades. Neste contexto, o conselho vale tanto para o caminhoneiro, como para a transportadora.

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